edelstein, rodrigo

algumas posturas estranhas, lugares estranhos, objetos estranhos, tudo o que é perceptível por qualquer dos sentidos mas que não vai além de você ou de mim.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Damián Ortega/ Concrete cube



Pessoas com quem dormi na mesma cama,
andei junto por um tempo, fui ao
supermercado, freqüentei a escola
primaria o ginásio o colegial,
umas pessoas dos poucos meses que
passei na faculdade, pessoas com quem
trabalhei, desconhecidos com quem
dividi a mesma casa o mesmo quarto, o
time de basquete, natal, ano novo, bares,
ruas, cafés da manhã em lugares estranhos,
lugares estranhos, pessoas estranhas

não sei como cheguei até aqui e
não consigo parar de pensar nessas
pessoas, nesses lugares e não consigo
parar de tentar encontrar alguma
espécie de ordem pra tudo isso, e
algum tipo de ordem que me faça fazer
parte de tudo isso, até que, é como uma
palavra que repetida várias vezes perde
totalmente o seu sentido, como paixão,
amor, sexo, como tudo que está fora da
ordem dentro da sua própria linha do tempo

espaços em branco parecem mais lógicos
do que qualquer outro espaço dentro
dessas imagens, como uma casa vazia em
um descampado, todas as portas e janelas
abertas, o telhado suspenso não
tocando as paredes, as próprias paredes
não encostam umas nas outras, o piso
suspenso, as lâmpadas todas fora do lugar,
o dia a luz o vento o vazio o branco, a
ausência da percepção do tempo fica
clara quando identificadas suas margens

tentei criar uma espécie de linha do
tempo baseado nos acontecimentos que
margeiam esses espaços vazios,
acontecimentos concretos que me trouxessem
até aqui, e o resultado foi um tempo que
dentro do seu próprio espaço estava fora da
ordem, então percebi estar errado ao crer em
ordem e espaço, ao crer que deveria preencher
esses espaços com acontecimentos concretos
dentro do tempo quando o vazio se oferece
branco, claro e limpo.


r.e



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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Leonilson


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quarta-feira, 25 de novembro de 2009



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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Gregor Schneider




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sexta-feira, 13 de novembro de 2009



Vem
Eu vou pousar a mão no teu quadril
Multiplicar-te os pés por muitos mil
Fita o céu
Roda:
A dor define nossa vida toda
Mas estes passos lançam moda
E dirão ao mundo por onde ir
Às vezes tu te voltas para mim
Na dança, sem te dares conta enfim
Que também amas
Mas, ah!
Somos apenas dois mulatos
Fazendo poses nos retratos
Que a luz da vida imprimiu de nós
Se desbotássemos
Outros revelar-nos-íamos no carnaval
Roubemo-nos ao deus Tempo
E nos demos de graça à beleza total
Vem
Nós
Cartão-postal com touros em Madri
O Corcovado e o Redentor daqui
Salvador, Roma
Amor, onde quer que estejamos juntos
Multiplicar-se-ão assuntos de mãos e pés
E desvãos do ser.


Caetano Veloso


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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Hans-Peter Feldmann


Good times for a change
see, the luck I've had
can make a good man
turn bad

So please, please, please
let me, let me, let me
let me get what I want
this time

Haven't had a dream in a long time
see, the life I've had
can make a good man bad

So for once in my life
let me get what I want
Lord knows it would be the first time,
Lord knows it would be the first time.


The Smiths


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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

John Baldessari


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